... e pronto, está partilhado.
"Meninas e Bonecas V"
De repente, parece que Edgar tem razão. De facto, não há razão para que uma boneca fabricada por alguém que não conhecemos tenha o mesmo valor, ou magia, que uma feita por alguém que está ligado a nós por laços de afecto tão fortes.
Depois de pensar um pouco enquanto reparava que todas aquelas bonecas tinham um sorriso e um olhar tão meigos e compreensivos como os de Aurora, Sara responde:
- Bem, se calhar também foram feitas pela mãe de alguém. – suspira profundamente, olha de novo para Aurora e continua – Tenho muitas saudades da minha.
Sentindo, de repente, grande pena de Sara, Edgar pergunta-lhe:
- Onde está a tua mãe? – instintivamente olha em volta como se esperasse que ela pudesse aparecer a cada momento.
- Não sei. Um dia fiquei doente. Passava os meus dias na cama. Como não podia levantar-me nem brincar, a minha mãe deitou a Aurora ao meu lado para me fazer companhia. Um dia adormeci com a minha mãe de um lado a dar-me muitos miminhos e a chorar muito baixinho – coitadinha, devia estar preocupada com alguma coisa - , e a Aurora do outro, encostada ao meu peito. Quando voltei a acordar, estava aqui…
Nesta altura, Edgar sente uma luz muito forte bater-lhe nos olhos. Deixou de conseguir ver. Sentiu alguém a abaná-lo suavemente e a chamar pelo seu nome.
Confuso, abriu os olhos e viu à sua frente a sua mãe. Abraçou-a e deixou correr uma lágrima. Quando se afastam ela limpa-lhe a lágrima e pergunta:
- Que estás aqui a fazer, filho? Está tudo bem?
Não lhe sai da cabeça aquela menina que o tinha visitado num sonho tão extraordinário e as frases: “…uma boneca nunca é apenas uma boneca…” e “… também foram feitas pela mãe de alguém…”.
Depois de pensar um pouco enquanto reparava que todas aquelas bonecas tinham um sorriso e um olhar tão meigos e compreensivos como os de Aurora, Sara responde:
- Bem, se calhar também foram feitas pela mãe de alguém. – suspira profundamente, olha de novo para Aurora e continua – Tenho muitas saudades da minha.
Sentindo, de repente, grande pena de Sara, Edgar pergunta-lhe:
- Onde está a tua mãe? – instintivamente olha em volta como se esperasse que ela pudesse aparecer a cada momento.
- Não sei. Um dia fiquei doente. Passava os meus dias na cama. Como não podia levantar-me nem brincar, a minha mãe deitou a Aurora ao meu lado para me fazer companhia. Um dia adormeci com a minha mãe de um lado a dar-me muitos miminhos e a chorar muito baixinho – coitadinha, devia estar preocupada com alguma coisa - , e a Aurora do outro, encostada ao meu peito. Quando voltei a acordar, estava aqui…
Nesta altura, Edgar sente uma luz muito forte bater-lhe nos olhos. Deixou de conseguir ver. Sentiu alguém a abaná-lo suavemente e a chamar pelo seu nome.
Confuso, abriu os olhos e viu à sua frente a sua mãe. Abraçou-a e deixou correr uma lágrima. Quando se afastam ela limpa-lhe a lágrima e pergunta:
- Que estás aqui a fazer, filho? Está tudo bem?
Não lhe sai da cabeça aquela menina que o tinha visitado num sonho tão extraordinário e as frases: “…uma boneca nunca é apenas uma boneca…” e “… também foram feitas pela mãe de alguém…”.
Olha em volta e sorri:
- Adormeci aqui. Está tudo bem. Agora está tudo bem.

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