... e já que comecei a partilhar...
"Meninas e Bonecas II"
Edgar sabia que o pai andava preocupado. O seu desconforto com a situação piorava ao ver aquele homem que admirava tanto, e que o tratava com tanto carinho e desvelo, preocupado e triste. O pai tentava esconder os seus sentimentos esperando pacientemente que tudo se resolva sem pressões, mas Edgar conhecia-o demasiado bem para se deixar enganar.
Num dia em nada diferente de todos os outros, Edgar ficou encarregue de fechar a loja. Sozinho naquele espaço de sonho, tratou de se certificar que todas as bonecas estavam nos seus lugares, que repunha outras nos espaços que tinham ficado vazios, que tudo estava limpo, arrumado e pronto a receber as novas pequenas clientes no dia seguinte. Sentiu-se cansado e decidiu sentar-se por uns momentos numa das confortáveis cadeiras destinadas aos adultos que acompanham as meninas que os visitam diariamente.
Estava quase a adormecer quando ouve um “pssst, pssst” muito baixinho. Sobressaltado vira-se e vê a seu lado uma menina pequenina de grandes olhos azuis e um cabelo cor de fogo avivado por uns lindos caracóis que lhe caíam sobre os ombros.
- Olá! – diz aquela vozinha doce que o acordara.
- Olá?! – responde Edgar, ainda perplexo, sem saber que mais dizer, e a olhar em todas as direcções a tentar perceber de onde teria aparecido aquela menina.
- Sentes-te bem? – pergunta-lhe ela.
- Sinto, mas… quem és tu? Porque estás aqui? – a confusão na cabeça de Edgar é imensa mas há-de haver uma explicação.
A menina senta-se numa cadeirinha que se encontra ali perto e diz:
- Chamo-me Sara e gosto de estar aqui. É muito bonito e simpático. E tu deves ser o Edgar.
- Como sabes quem sou?
- Vejo-te todos os dias. E andas triste. Porquê?
- Porque… espera! Como assim? Vês-me todos os dias? Não me lembro de te ver por aqui.
- É… as pessoas nem sempre reparam em mim. Outras sim e essas são muito simpáticas. Gosto muito de viver aqui.
- Cada vez entendo menos. Nunca viveu aqui ninguém! Não é possível. – Edgar nem sabe o que dizer, o que pensar. Pensa em todas as possibilidades de explicar o facto de aquela menina ali viver mas nenhuma lhe parece sequer plausível.
Num dia em nada diferente de todos os outros, Edgar ficou encarregue de fechar a loja. Sozinho naquele espaço de sonho, tratou de se certificar que todas as bonecas estavam nos seus lugares, que repunha outras nos espaços que tinham ficado vazios, que tudo estava limpo, arrumado e pronto a receber as novas pequenas clientes no dia seguinte. Sentiu-se cansado e decidiu sentar-se por uns momentos numa das confortáveis cadeiras destinadas aos adultos que acompanham as meninas que os visitam diariamente.
Estava quase a adormecer quando ouve um “pssst, pssst” muito baixinho. Sobressaltado vira-se e vê a seu lado uma menina pequenina de grandes olhos azuis e um cabelo cor de fogo avivado por uns lindos caracóis que lhe caíam sobre os ombros.
- Olá! – diz aquela vozinha doce que o acordara.
- Olá?! – responde Edgar, ainda perplexo, sem saber que mais dizer, e a olhar em todas as direcções a tentar perceber de onde teria aparecido aquela menina.
- Sentes-te bem? – pergunta-lhe ela.
- Sinto, mas… quem és tu? Porque estás aqui? – a confusão na cabeça de Edgar é imensa mas há-de haver uma explicação.
A menina senta-se numa cadeirinha que se encontra ali perto e diz:
- Chamo-me Sara e gosto de estar aqui. É muito bonito e simpático. E tu deves ser o Edgar.
- Como sabes quem sou?
- Vejo-te todos os dias. E andas triste. Porquê?
- Porque… espera! Como assim? Vês-me todos os dias? Não me lembro de te ver por aqui.
- É… as pessoas nem sempre reparam em mim. Outras sim e essas são muito simpáticas. Gosto muito de viver aqui.
- Cada vez entendo menos. Nunca viveu aqui ninguém! Não é possível. – Edgar nem sabe o que dizer, o que pensar. Pensa em todas as possibilidades de explicar o facto de aquela menina ali viver mas nenhuma lhe parece sequer plausível.

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