segunda-feira, 2 de Abril de 2007

Genial!!!



Para surpresa de muitos (desatentos, com certeza), este nosso povo escolheu como Maior Português de Sempre o nosso ditador de estimação- António de Oliveira Salazar. É assim o povo Português. Infelizmente, parece-me que não há nada a fazer.

Felizmente, há quem esteja atento e tem uma palavra a dizer. Tantas que encha um programa em prime time no domingo à noite. Parabéns Gato Fedorento! Foi um programa genial.

domingo, 25 de Março de 2007

A nova geração




O meu primeiro sobrinho. O primeiro da sua geração. O bijou.



Ó p'ra mim tão babada!!!

sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Sim ou Não?


Uma resposta monossilábica para um tema ainda hoje controverso. A pergunta? Se concorda com a Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez até às 10 semanas, por opção da mulher, num estabelecimento de saúde autorizado. (Se não é bem assim a pergunta, é quase, e o conteúdo, o sumo, o significado é este)


Antes de entrar na minha opinião sobre este assunto, gostaria de me debruçar sobre a pergunta em si já que, parece e não sei porquê, levanta dúvidas quanto ao significado.


Em Portugal, uma mulher que decida interromper voluntariamente a gravidez por questões não previstas na lei em vigor, é considerada uma criminosa e arrisca-se a cumprir uma pena de prisão até 3 anos. É neste sentido e neste contexto que se considera que a mulher é penalizada perante a lei, o resto da penalização entra em questões sobre as quais não existe forma de legislar, nem pelo melhor governo do mundo. Assim:

- penalização equivale, perante a lei e a justiça, a ser presa durante um período de tempo até 3 anos;

- Interrupação Voluntária da Gravidez é nome técnico para um aborto feito por vontade própria;

- por opção da mulher ou seja, sendo a mulher que engravidou aquela que irá decidir se quer ou não ter um filho;

- o resto dos elementos da pergunta só não percebe quem não entender a Língua Portuguesa.


Ora então, o que é perguntado em referendo aos Portugueses no próximo dia 11 é, e trocado por miúdos:

Se concorda que uma mulher, grávida até às 10 semanas, que decida interrompê-la (a gravidez, claro) e aborte num estabelecimento de saúde autorizado, deixe de poder ser julgada e presa (na lei actual durante um máximo de 3 anos).

Esta é a pergunta. Queremos ou não que as mulheres portuguesas que decidam abortar, e o façam, sejam julgadas em tribunal e presas.


E agora a minha opinião. SIM, concordo plenamente que uma mulher não seja punida legalmente por decidir não ter um filho, mesmo que este já tenha sido concebido. E quem mais pode tomar essa decisão senão a própria, é seu esse direito - é a sua vida e o seu corpo. Mesmo que se ponha a questão dos métodos contraceptivos... todos sabemos que mesmo esses não são infalíveis. A abstinência???? Ora... não sejamos ingénuos, e já lá vai o tempo (espero eu) da castidade forçada. Mesmo nos tempos da castidade forçada os "acidentes" aconteciam aos mais castos e só havia uma saída "honrada": um casamento forçado que muitas vezes não trazia felicidade nenhuma a homens, mulheres e crianças.


Quanto ao julgamento da decisão de abortar, quem sou eu ou qualquer um de nós para julgar uma tal decisão que, ainda por cima, nunca é feita de ânimo leve. Aconselhar, oferecer ajuda para evitar a situação, com certeza. Julgar, quanto a mim, nunca. Poderia usar aqui e agora uma série de ditados populares e premissas religiosas para ilustrar bem isso.


Penso que o Portugal do séc.XXI deveria deixar de encarar a mulher como um ser infantil e estúpido que não pode decidir sobre a sua sexualidade, quando e como exercer o seu direito à maternidade e todos e quaisquer aspectos da sua vida.


É uma questão de mentalidade, penso eu.

quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007

Sim... eu sei...


... isto anda um bocado parado. Mas há uma boa (espero eu!) razão.

Por mais voltas que dê não me agradam os "templates" (o aspecto que o blog pode ter) predefinidos pelo Blogger. Depois de muito procurar as ideias originais que outras pessoas poderiam ter, e não ter encontrado nenhuma que me agradasse, decidi finalmente mexer-me e aprender como se faz um de raíz. Daí estar um bocado longe, mas eu volto, juro.

E quando voltar, espero que seja em grande, com uma cara nova para o meu blog (ou não).

terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

A Passagem de Ano Segundo André Ventura (10 anos)


Quando a minha colega Augusta me descreveu o desenho que o seu filho André fez sobre o Ano Novo achei que a ideia era fantástica. Por isso, pedi-lhe que perguntasse ao André se ele me autorizava a publicá-lo no meu blog. E aqui está ele.

O gesto do André é ainda mais extraordinário visto ele não me conhecer de todo e, além do mais, disponibilizou-se a fazer algo que eu sei que ele não gosta muito: pintar. Fez o especial favor de pintar o seu desenho para que tivesse uma melhor leitura ao ser publicado no blog de uma desconhecida colega da sua mãe.


Obrigada André!

domingo, 7 de Janeiro de 2007

E Tudo o Vento Levou


Quando me propuseram, pela primeira vez, ver o filme "E Tudo o Vento Levou" concordei mas com alguma apreensão. Pensei que fosse mais um daqueles filmezinhos românticos típicos da época em que o galã é um tipo perfeito, rígido e mesmo assim altamente sedutor, e a "galoa" desmaia nos seus braços com qualquer beijito.

Fiquei agradavelmente surpreendida porque tanto o galã como a "galoa" são dois bons patifes e a história alterna entre o drama, o romance e a comédia. Tem é que se dar o devido desconto ao trabalho de representação dos actores, eram outros tempos em Hollywood e as exigências dramáticas eram, também, outras. Mesmo assim, não está nada mal.

Depois de saber que o filme tinha sido baseado no livro blockbuster dos anos 30 andei anos à sua procura. Queria saber o porquê. Finalmente, consegui encontrá-lo nas prateleiras de uma livraria. Comprei, li e adorei.

Além da história de Scarlett e Rhett, à qual já tinha achado imensa piada quando vi o filme, é possível ler de forma detalhada sobre a Guerra Civil Americana e as consequências do pós-guerra do ponto de vista dos perdedores, não dos líderes mas dos habitantes. Cheguei a recear que Margaret Mitchell, a autora, demonstrasse simpatia pela escravatura e pela organização aberrante que é a KKK, mas não.

Vale a pena ver o filme e mais ainda ler o livro (que provavelmente só se encontrará dividido em 2 volumes).

terça-feira, 2 de Janeiro de 2007

Um filme feliz para abanar o pé


Admito desde já que adoro filmes de animação. Felizmente nunca perdi esse gosto de infância. Que bem que me sabe sentar-me num cinema e deixar-me distrair durante uma hora e tal por bonecos divertidos que contam histórias e transmitem sentimentos de forma inocente, mas não menos profunda graças à inteligência com que hoje são escritos os guiões, e apreciar a interpretação vocal de grandes actores (que excelente ideia terem começado a usar as vozes de actores que já vimos em carne e osso).

O último filme de animação que vi, e recomendo, é "Happy Feet". Não vou fazer uma antevisão da história porque isso encontra-se em qualquer lado. Quero é deixar aqui a minha opinião.

É um filme divertido que aproveita muito bem a música que, ao contrário do que é costume, não serve para contar a história. Serve para dar ênfase às emoções que estão a ser transmitidas e não só... (para saber para que mais serve a música, é melhor ver o filme) O que é certo é que, às tantas, só alguém muito impermeável áquilo que vê e ouve, e que concerteza não terá vontade nenhuma de gastar o dinheiro do preço exorbitante de um bilhete para ver um filme destes, não sente vontade de agitar ou bater o pé ao mesmo ritmo que Mumble (a personagem principal) executa o seu fantástico "sapateado". E quanto a Robin Williams... bem... mais uma vez, não há descrição possível. É gargalhada garantida.

Para quem aprecia este estilo de cinema, ou mesmo para quem está disposto a experimentar, fica aqui a recomendação. Em versão original, claro.

domingo, 31 de Dezembro de 2006

Desejos para 2007


Tecnicamente, não há diferença nenhuma entre o dia 31 de Dezembro e o dia 1 de Janeiro. Têm exactamente o mesmo número de horas, minutos e segundos (... sim, eu sei. Cá estou eu outra vez, com as minhas longas considerações. Peço apenas mais um bocadinho de paciência porque acho que vale a pena).

O que há então nesta fronteira que nos é tão querida, que celebramos com festas estrondosas? A esperança. É esse o sentimento poderoso que depositamos na passagem do dia 31 de Dezembro para o dia 1 de Janeiro. Esperamos que o ano novinho em folha que está a começar, no qual mais uma página da vida ainda está toda por escrever, traga a possibilidade de encontrar a resolução dos nossos problemas e a confirmação e manutenção de tudo o que mais gostamos.

Espero que o ano novo cumpra todas as vossas expectativas, que seja um daqueles anos que vale mesmo a pena recordar.


FELIZ ANO NOVO!!!!

sexta-feira, 29 de Dezembro de 2006

Sobre 2006...


... nem sei que diga. Não encontro a palavra certa para o definir. Como se define um ano marcado por acontecimentos antagónicos. Nada houve de trivial. Todas as vivências, boas e más, foram profundamente marcantes, extraordinárias. Um ano de extremos. Se se pudesse aplicar os princípios matemáticos poder-se-ia dizer que as alegrias, altamente positivas, anulavam as tristezas, de valor igualmente negativo, e dava-se o ano por regular. Mas, felizmente, a matemática não se aplica aos sentimentos senão corria-se o risco de uma existência árida e estéril de emoções.

Este foi então o ano em que a pessoa que mais me atormentava desde que nasci decidiu subtrair-se da minha vida. Acontecimento inesperado, e seria deveras positivo não tivesse isso sido feito da forma mais cruel, com a tentativa de arruinar a vida de algumas das pessoas que mais amo e prezo. Mas, como a união faz a força, a tentativa não passou disso mesmo e tudo se recompõe.

Tive também a oportunidade de fazer um amigo, daqueles mesmo a sério. Aproveito aqui a oportunidade para lhe agradecer a paciência para me ouvir e apoiar nalguns dos dias mais negros e angustiantes da minha vida. E estou a preparar-me para ser tia pela primeira vez. Não há nada que nos estimule mais a esperança por dias melhores que a perspectiva do nascimento de um novo ser.

Não queria acabar esta reflexão sem reconhecer a importância da amizade com que todos, família e amigos, me presenteiam (sim, porque é um presente que devemos agradecer todos os dias), e especialmente do homem que ao longo destes últimos anos me regenerou com muita paciência, amor e compreensão, e com quem espero continuar a partilhar a minha vida.

Prefiro, então, pensar que foi um ano positivo mas... que não se repita. Não gosto lá muito de montanhas russas ;)

sábado, 23 de Dezembro de 2006

É Natal!!!!


Sendo completa e verdadeiramente ateia, não celebro, obviamente, o nascimento de Jesus Cristo. Bem... não especificamente. Mas não me vou alongar com considerações teológicas. Não é altura para isso.

Celebro mais uma excelente oportunidade de estar com a família e os amigos, de lhes mostrar que os adoro a todos e o quanto estou grata por estar rodeada por eles. Aproveito e relembro todos quantos já partiram, é uma forma de estar com eles também.

Por isso, e sem mais delongas, desejo a todos um

FELIZ NATAL!!!!!